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Identificação
- Nome científico
- Salvia officinalis L.
- Família botânica
- Lamiaceae
- Tipo
- Fitoterápico antimicrobiano / antisuorífico / cognitivo
- Parte usada
- Folhas frescas ou secas.
- Sálvia · sálvia-oficial · salva (Portugal)
- Sage (inglês) · Sauge (francês) · Salbei (alemão)
- Salvare (latim — "salvar") — origem do nome
Características
- Sabor
- Aromático-herbáceo quente e amargo, levemente mentolado, cânfora discreta, persistente e complexo.
- Aroma
- Cânfora-herbal quente, mediterrâneo profundo, levemente amadeirado, floresta seca.
- Cor da infusão
- Verde-cinza a âmbar. #A8A840
- Intensidade
- 3/5 — aromático presente, palatável.
Como preparar
- Temperatura
- 85–90 °C (cânfora volátil).
- Quantidade
- 1–2 g/250 ml
- Melhor momento
- Manhã (cognitivo/antisséptico oral) ou tarde (antisuorífico para menopausa).
- Combina com
- Alecrim · Tomilho · Limão · Mel (blends mediterrâneos)
Ações principais
- Antimicrobiano (boca, garganta — bochecho)
- Antisuorífico (reduz sudorese excessiva — ação única documentada)
- Cognitivo (inibição de AChE — melhora memória)
- Anti-inflamatório
- Estrogênico fraco (fogachos na menopausa)
- Antioxidante (ácido carnósico)
- ⚠️ CÂNFORA: Neurotóxica em doses altas de óleo essencial. Infusão em doses usuais: segura. Óleo essencial de sálvia: contraindicado para uso interno.
- Gestação — cânfora, tujona (traços) — evitar doses elevadas; uso culinário seguro
- Epilepsia — cânfora pró-convulsivante
- Amamentação — reduz produção de leite (antisuorífico — útil no desmame)
Componentes ativos
- CÂNFORA — Antimicrobiano, estimulante — neurotóxico em dose alta
- ÁCIDO ROSMARÍNICO — Antioxidante, anti-inflamatório
- ÁCIDO URSÓLICO — Anti-inflamatório, antimicrobiano
- DITERPENOS (carnosol, ácido carnósico) — Antioxidante, nootrópico
- FLAVONÓIDES (luteolina) — Anti-inflamatório
Contraindicações e cuidados
- Gestação — cânfora, tujona (traços) — evitar doses elevadas; uso culinário seguro
- Epilepsia — cânfora pró-convulsivante
- Amamentação — reduz produção de leite (antisuorífico — útil no desmame)
História e cultura
"Cur moriatur homo cui salvia crescit in horto?" — "Por que morreria um homem cujo jardim tem sálvia?" — provérbio latino medieval que captura a reputação absoluta da sálvia na medicina europeia por séculos. A Escola Médica de Salerno (séc. XI) a listou como erva universal — cura de tudo. Shakespeare menciona sálvia. Hildegarda de Bingen dedica páginas extensas a ela. A pesquisa moderna encontrou mecanismo nootrópico na sálvia (inibição de acetilcolinesterase) que está sendo avaliado para Alzheimer precoce — mais um caso em que a medicina medieval intuiu um mecanismo farmacológico que a ciência demoraria 800 anos para nomear.
Status regulatório
- ANVISA (Brasil)
- Uso reconhecido.
- EMA (Europa)
- Monografia HMPC — well-established use para aftas, sudorese, boca seca.
- Sazonalidade
- Folhas disponíveis o ano todo