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Identificação
- Nome científico
- Copaifera reticulata Ducke (C. langsdorffii Desf. — espécie de cerrado e transição)
- Família botânica
- Fabaceae / Leguminosae (família do feijão, da acácia, do jatobá)
- Tipo
- Óleo-resina medicinal; infusão de casca (uso popular)
- Parte usada
- Óleo-resina extraído do tronco por incisão (uso principal); casca em decocção (uso popular); folhas em infusão (uso secundário).
- Copaíba · copaibeira · pau-d'óleo · marimari (AM)
- Copaib balsam (inglês) · baume de copahu (francês)
- Mais de 70 espécies no gênero; 16 no Brasil — química variável por espécie
Características
- Aroma
- Bálsamo de resina quente, amadeirado profundo, pinho tropical, fundo de pimenta-do-reino.
- Intensidade
- 5/5 — presença esmagadora. Uso medicinal, não de prazer sensorial.
- Bioma de origem
- Amazônia (espécies reticulata, multijuga, officinalis) e Cerrado/transição (langsdorffii).
Como preparar
- Temperatura
- Decocção — água em ebulição suave (95–98 °C).
- Quantidade
- 10 g de casca seca para 500 ml. O óleo-resina: 2–5 ml em água morna ou mel (uso oral clínico).
- Método
- Decocção (casca); diluição em líquido (óleo-resina).
- Melhor momento
- Uso medicinal prescrito — manhã em jejum ou conforme orientação.
- Combina com
- Mel (para palatabilidade) · Andiroba · Sangue-de-dragão (uso tópico combinado)
Ações principais
- Anti-inflamatório potente (inibição de COX-2 e LOX)
- Antimicrobiano de amplo espectro
- Cicatrizante e regenerador tecidual
- Antifúngico (Candida spp.)
- Antiparasitário (Leishmania)
- Broncodilatador (uso pulmonar tradicional)
- Gestação (pode ser uterotônico em doses altas)
- Hepatopatias (metabolismo hepático intenso)
- Crianças menores de 6 anos (uso interno)
- Alergia a bálsamos (reação cruzada possível)
Componentes ativos
- BETA-CARIOFILENO (sesquiterpeno) — Anti-inflamatório principal — inibição COX-2 e CB2
- ÁCIDO COPÁLICO (diterpeno) — Antimicrobiano, antiparasitário
- ÁCIDO KAURENOICO — Antimicrobiano, antifúngico
- BIFORMENO, BISABOLENO — Aromáticos balsâmicos
- COPAÁLIO — Sesquiterpeno — ação neurológica discutida
Contraindicações e cuidados
- Gestação (pode ser uterotônico em doses altas)
- Hepatopatias (metabolismo hepático intenso)
- Crianças menores de 6 anos (uso interno)
- Alergia a bálsamos (reação cruzada possível)
História e cultura
O padre Cristóbal de Acuña (1641) foi o primeiro europeu a documentar sistematicamente o uso do óleo de copaíba pelos povos amazônicos — descreveu-o como "bálsamo que cura todas as feridas sem deixar cicatriz". Durante os séculos XVII-XIX, o óleo de copaíba foi exportado em larga escala para a Europa, onde era usado em farmácias como antigonoréico e cicatrizante — aparece nas farmacopeias britânica, francesa e alemã do século XIX.
A copaíba é a erva amazônica mais estudada pelas universidades brasileiras para desenvolvimento de medicamentos fitoterápicos. UFAM, UFPA, UFRN e USP publicam regularmente estudos com formações galênicas inovadoras — géis dentários, nanoemulsões, óvulos vaginais. É também um dos produtos da sociobioeconomia amazônica com maior potencial de exportação regulamentada para mercados europeu e asiático.
Status regulatório
- ANVISA (Brasil)
- Memento Fitoterápico — uso tradicional reconhecido. Monografia em elaboração.
- EMA (Europa)
- Não monografado. Uso cosmético regulamentado na UE.
- Sazonalidade
- Extração de resina: ano todo (melhor no período seco, junho–outubro)