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Andiroba

Carapa guianensis Aubl.

O escudo da floresta — óleo amargo que repele insetos, cura inflamações e alimenta economias familiares ribeirinhas há séculos.

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Identificação

Nome científico
Carapa guianensis Aubl.
Família botânica
Meliaceae (família do mogno, da cedrela)
Tipo
Óleo de semente medicinal; decocção de casca
Parte usada
Óleo extraído das sementes (pressão a frio); casca em decocção; folhas em cataplasma.

Características

Bioma de origem
Amazônia úmida de várzea e terra firme. Também encontrada no Pará, Maranhão, Amapá e Guianas.

Ações principais

Componentes ativos

História e cultura

O óleo de andiroba é provavelmente o primeiro produto de biocosmética amazônica exportado sistematicamente para a Europa — velas de andiroba eram manufaturadas no Pará colonial para exportação, valorizadas por repelir insetos naturalmente. Comunidades ribeirinhas e quilombolas do estuário amazônico desenvolveram ao longo de séculos um sistema produtivo complexo: coleta de frutos caídos, fermentação em água, extração a quente do óleo. Esse processo, chamado "tiragem da andiroba", é hoje reconhecido como tecnologia tradicional protegida.

A andiroba é um dos produtos âncora da bioeconomia amazônica — cadeia produtiva que envolve mais de 30.000 famílias extrativistas no estado do Pará. Marcas de cosméticos como Natura, O Boticário e exportadoras para Europa e Japão integram o óleo de andiroba em linhas de repelentes naturais, cremes e velas aromáticas.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Uso tradicional reconhecido. Óleo cosmético regulamentado.
Sazonalidade
Colheita de sementes: janeiro–abril (pico de frutificação)
🌿 Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

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