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Aroeira-da-Praia

Schinus terebinthifolius Raddi

Pimenta-rosa brasileira virou cicatrizante ginecológico oficial — a mesma árvore que dá tempero gourmet internacional cura inflamações há séculos no litoral brasileiro.

Para que serve

Anti-inflamatório tópico — monografado, Cicatrizante ginecológico, Adstringente potente

Planta caiçara com dupla identidade: tempero gourmet (pimenta-rosa) e fitoterápico monografado. Casca em decocção para uso externo ginecológico — anti-inflamatório e cicatrizante via taninos concentrados.

Como preparar

100°C · 10 min · 1 g de cascas secas / 150 ml (uso externo)
banho de assento 3-4x ao dia

Quem deve evitar

  • Alergia conhecida à família Anacardiaceae (mangueira, cajueiro — mesma família)
  • USO INTERNO NÃO RECOMENDADO pela Farmacopeia Brasileira
  • Aplicação em mucosa ocular sem orientação profissional

Seguro para: adultos saudáveis, hipertensos

Toma remédio? Há 1 interações conhecidas — veja abaixo.

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Schinus terebinthifolius Raddi
Família botânica
Anacardiaceae (mesma família da mangueira, cajueiro, umbuzeiro)
Tipo
Árvore perene de 5 a 10 m, com folhas compostas e pequenos frutos vermelhos vibrantes em cachos (os "pimenta-rosa" da culinária).
Parte usada
Cascas do caule secas — 1 g para 150 ml, decocção, uso externo, conforme monografia.

Características

Sabor
USO EXTERNO — não destinado a consumo oral na monografia. Perfil sensorial em aplicação tópica: amadeirado-resinoso.
Aroma
Resinoso-amadeirado característico das cascas, com nota levemente doce-pimentada lembrando a pimenta-rosa gourmet.
Cor da infusão
Vermelho-amarronzado a âmbar escuro. #8B4A2F
Intensidade
N/A (uso externo)
Bioma de origem
Mata Atlântica litorânea brasileira — restingas, mangues, bordas de mata costeira.

Como preparar

Temperatura
Fervura plena para decocção (100 °C).
Tempo de infusão
Decocção — fervura branda por 10 a 15 minutos.
Quantidade
1 g de cascas secas para 150 ml, conforme monografia oficial.
Método
Decocção (cascas em fervura), diferente da infusão padrão.
Melhor momento
Uso externo — aplicação terapêutica específica (banhos de assento, compressas).
Combina com
Usada isolada na monografia oficial; em tradição popular, combina com barbatimão para cicatrização.

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações e cuidados

Interações

Efeitos adversos e dose máxima

Efeitos adversos
Raros em uso externo em doses recomendadas. Em alérgicos à Anacardiaceae: dermatite de contato.
Dose máxima
Conforme a monografia: decocção com 1 g de casca para 150 ml de água. Banho de assento 3 a 4 vezes ao dia.

História e cultura

A aroeira-da-praia é planta central da farmacopeia caboclo-litorânea brasileira desde tempos pré-coloniais. Povos indígenas tupinambás do litoral usavam a casca para feridas, para problemas ginecológicos, para ferimentos de guerra. O conhecimento foi transmitido aos colonos portugueses e depois africanos que chegaram ao litoral brasileiro.,No século XIX, a aroeira tornou-se ingrediente de preparações farmacêuticas populares — "garrafadas" litorâneas, chás de lavagem, banhos femininos. A entrada na Farmacopeia Brasileira moderna consolidou oficialmente o uso ginecológico externo.,Paralelamente, nos anos 1970-1980, o fruto da mesma árvore foi descoberto pela gastronomia internacional — a Schinus terebinthifolius virou "pimenta-rosa" ou "pink peppercorn", commodity gourmet vendida em mercados europeus e norte-americanos. Hoje há conflito regulatório porque o fruto tem potencial alérgico (família Anacardiaceae) e alguns países baniram seu uso alimentar.

A aroeira-da-praia é planta emblemática do litoral brasileiro — reconhecida do Maranhão ao Rio Grande do Sul. Tem presença tão difusa em restingas e mangues que frequentemente é considerada invasora em áreas de reflorestamento mal planejado.,O uso medicinal é praticamente universal em comunidades ribeirinhas, pescadoras, e afro-brasileiras litorâneas. O uso gourmet (pimenta-rosa) é mais urbano e recente. Para o Ervatório, há oportunidade editorial em valorizar o uso medicinal histórico contra a mercantilização gourmet que apaga o saber tradicional.,A pesquisa científica brasileira sobre Schinus terebinthifolius é robusta — universidades do Nordeste e Sudeste produziram trabalhos importantes sobre ação anti-inflamatória e antimicrobiana. A monografia oficial da Anvisa é baseada parcialmente nessa pesquisa nacional.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Monografia oficial no Formulário de Fitoterápicos (Anvisa, 2011). Indicação: anti-inflamatório e cicatrizante ginecológico (USO EXTERNO).
EMA (Europa)
Sem monografia específica. Uso gourmet do fruto questionado em alguns países europeus (risco alérgico).
FDA (EUA)
Restrições à comercialização do fruto em alguns anos (1982-1990) por risco alérgico; hoje permitido com avisos.
Sazonalidade
Cascas podem ser colhidas ao longo do ano (com manejo adequado para não matar a árvore). Frutos entre junho e agosto no Hemisfério Sul.

Fontes

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