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Umbu

Spondias tuberosa Arruda

O sabor do sertão — fruto endêmico da caatinga com vitamina C excepcional, adaptação extrema à seca e uma identidade cultural nordestina insubstituível.

Para que serve

O sabor do sertão — fruto endêmico da caatinga com vitamina C excepcional, adaptação extrema à seca e uma identidade cultural nordestina insubstituível.

Antioxidante. Anti-inflamatório

Como preparar

Quem deve evitar

Nenhuma contraindicação registrada nesta ficha.

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Aviso: conteúdo exclusivamente educacional — não substitui prescrição, diagnóstico ou aconselhamento médico. Consulte profissional de saúde qualificado antes de usar plantas medicinais, especialmente em gravidez, amamentação, uso de medicamentos ou doenças preexistentes.

Detalhe técnico

Identificação

Nome científico
Spondias tuberosa Arruda
Família botânica
Anacardiaceae (família da manga, do caju)
Tipo
Alimento funcional / fitoterápico
Parte usada
Fruto (polpa e suco); folhas (infusão); casca (decocção); raiz tuberosa (reservatório de água — uso de sobrevivência indígena).

Características

Aroma
Cítrico tropical intenso, manga jovem, frutas amarelas, levemente fermentado agradável.
Bioma de origem
Caatinga — endêmico. CE, RN, PB, PE, AL, SE, BA, PI, MG.

Ações principais

Componentes ativos

Contraindicações: Sem contraindicações relevantes em uso alimentar. Casca: gestação — cautela.

História e cultura

O umbuzeiro é a árvore sagrada do sertão nordestino. João Guimarães Rosa descreveu o encontro com o umbuzeiro como o encontro com o próprio sertão. A árvore é objeto de proteção cultural informal — sertanejos não derrubam umbuzeiro mesmo em terra degradada. Sua raiz tuberosa (xilopódio) armazena até 3.000 litros de água — mecanismo de adaptação à seca que também serviu como fonte de água para viajantes e animais em séculos de exploração do sertão.

O umbu é a fruta que o Nordeste mais ama e que o Brasil quase não conhece. São Paulo e Rio consomem manga, açaí, graviola — mas o umbu, endêmico da caatinga, nunca cruzou o Nordeste em escala comercial. A polpa congelada existe em nichos, mas o fruto fresco é quase impossível de encontrar fora da caatinga. Isso é oportunidade e missão para o Ervatório.

Status regulatório

ANVISA (Brasil)
Regulado como alimento
Sazonalidade
Frutificação: dezembro–março (pico de umidificação da caatinga)

Fontes

Fontes em revisão.

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